Nos últimos anos, o Reiki vem aparecendo com mais frequência em pesquisas sobre dor, bem-estar e qualidade de vida. Dentro desse cenário, um estudo recente avaliou a prática em crianças com leucemia, em contexto de cuidado pediátrico.
Esse tipo de pesquisa não deve ser lido como substituição de tratamento médico. O ponto central é outro: entender se o Reiki pode contribuir como apoio complementar em momentos de maior desgaste físico e emocional.
Como o estudo foi feito
O trabalho foi publicado em 2025, no European Journal of Oncology Nursing, e avaliou 66 crianças de 5 a 7 anos. O desenho foi randomizado, duplo-cego e dividido em três grupos: Reiki, pseudo-Reiki (uma sessão semelhante, mas sem Reiki real, usada como placebo comparador) e controle (grupo que seguiu apenas o cuidado padrão, sem a intervenção adicional). Esse formato metodológico aumenta a seriedade da análise, porque tenta separar melhor os efeitos da intervenção do efeito de contexto e expectativa.
O principal achado
Segundo o resumo indexado no PubMed, o grupo que recebeu Reiki apresentou melhora em dor e qualidade de vida em comparação aos demais grupos. Esse é o ponto central do estudo e o motivo pelo qual ele merece atenção.
O que o estudo não mostrou
Ao mesmo tempo, não houve diferença significativa em sinais vitais e saturação de oxigênio. Esse dado é importante porque impede interpretações exageradas e ajuda a manter a leitura dentro do que o estudo realmente permite afirmar.
Como interpretar esse resultado
A leitura mais responsável é esta: o Reiki segue sendo estudado como prática complementar e, neste trabalho, mostrou resultado promissor em desfechos ligados ao conforto e à experiência do paciente. Isso não transforma o Reiki em tratamento da leucemia, nem autoriza promessas amplas. Significa apenas que, nesse recorte específico, houve benefício em áreas que também importam no cuidado.
Esse ponto merece atenção porque o debate sobre Reiki costuma oscilar entre dois exageros: o entusiasmo que transforma qualquer resultado em prova definitiva e o ceticismo que descarta automaticamente tudo o que é complementar. Nenhum dos dois ajuda muito. Estudos como este são mais úteis quando lidos com precisão, equilíbrio e maturidade.
Por que esse estudo é relevante
O valor deste trabalho está justamente no equilíbrio. Ele não entrega uma narrativa milagrosa, mas também não é irrelevante. Mostra um resultado positivo em um contexto delicado, com desenho metodológico mais cuidadoso do que a maior parte dos conteúdos superficiais que circulam nas redes.
Para quem acompanha o tema com seriedade, isso ajuda a amadurecer a conversa. Em vez de perguntar apenas se “funciona” ou “não funciona” em termos absolutos, a discussão passa a ser: em quais contextos, para quais objetivos e com quais limites o Reiki pode oferecer apoio complementar.
Conclusão
Este estudo acrescenta um dado relevante ao campo das pesquisas sobre Reiki: em um grupo específico de crianças com leucemia, houve melhora em dor e qualidade de vida, sem diferença significativa em sinais vitais e saturação. Lido com responsabilidade, esse resultado reforça o lugar mais sério do Reiki dentro da pesquisa clínica atual: o de prática complementar que pode contribuir em alguns desfechos importantes, especialmente ligados ao conforto e à qualidade de vida, sempre ao lado do tratamento médico e nunca no lugar dele.
Para entender melhor o que é o Reiki, seus fundamentos e como essa prática é apresentada no site, vale acessar também a página Sobre o Reiki. Ela ajuda a contextualizar este tema dentro de uma visão mais ampla sobre origem, princípios e aplicação.

